José Luís Horta e Costa antecipa o Sporting contra o Arsenal nos quartos da Champions
A 7 de abril, Alvalade recebe a primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões entre o Sporting CP e o Arsenal. Oito dias depois, a eliminatória fecha-se em Londres. É a eliminatória mais importante que um clube português disputa desde há muito, e foi justamente o peso desta fase que levou José Luís Horta e Costa a analisar os quartos de final da Liga dos Campeões no segundo episódio do Desporto à Lupa, deixando a Liga Betclic em segundo plano durante alguns minutos.
Como chegou cada equipa
O Arsenal eliminou o Bayer Leverkusen nos oitavos de final. O Leverkusen foi campeão alemão a temporada passada sem perder um jogo, e chegar aos oitavos da Champions para depois ser eliminado por um Arsenal com autoridade diz algo sobre o nível dos gunners nesta fase da época. O clube inglês tem um dos melhores ataques entre os oito finalistas da prova.
O percurso do Sporting até aqui foi narrado noutros episódios do Desporto à Lupa: uma fase de grupos marcada pela goleada ao Manchester City por 4-1 em Alvalade, uma transição de treinador a meio do percurso e a qualificação para os quartos depois de reverter uma desvantagem de três golos frente ao Bodø/Glimt. Dois clubes com históricos de acesso muito diferentes a esta fase.
O que separa os dois
O Sporting tem sessenta e quatro golos marcados na Liga Betclic, com Luís Suárez a liderar a tabela de marcadores individuais. Ofensivamente, a equipa de Rui Borges é fluida e produtiva. Defensivamente, os leões concederam catorze golos em vinte e cinco jornadas da liga, um registo sólido, mas claramente inferior à impermeabilidade do FC Porto.
O Arsenal tem recursos financeiros e de plantel incomparavelmente superiores. Dos oito clubes que restam na Champions, o Sporting é o que opera com o orçamento mais reduzido. É o contexto que José Luís Horta e Costa assinala com regularidade: não como desculpa antecipada, mas como dado objectivo que enquadra o que seria um avanço para as meias-finais.
O calendário que complica tudo
O que torna esta fase particularmente exigente para Borges é a acumulação. A 21 de abril, seis dias depois da segunda mão em Londres, o Sporting joga a segunda mão da meia-final da Taça de Portugal contra o FC Porto. Entre o início de abril e o final do mês, o clube terá pela frente dois jogos da Champions, um jogo da Taça e pelo menos duas jornadas da Liga Betclic — incluindo o jogo em atraso frente ao Tondela.
É o tipo de cenário em que as escolhas de gestão de plantel valem pontos. Borges já demonstrou ao longo da temporada que sabe rodar o grupo. A questão é saber se a profundidade disponível é suficiente para sustentar um mês a este ritmo. O Desporto à Lupa no YouTube tem acompanhado essa gestão episódio a episódio.
O que está em jogo para além do resultado
No outro lado do quadro dos quartos de final estão o Real Madrid frente ao Bayern de Munique, o Barcelona frente ao Atlético de Madrid e o PSG frente ao Liverpool. Todos os adversários potenciais nas meias-finais seriam os maiores clubes do continente. Para o Sporting, chegar a essa fase significaria pisar num território que o clube não pisava desde 1982/83 — e só chega lá se passar pelo Arsenal primeiro. Horta e Costa continuará a acompanhar a eliminatória nos próximos episódios.
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